Quando a Seleção Brasileira ganhou em 1992, quando eu vi isso pensei: eu quero ser como essas pessoas, sabe? Quero jogar nas Olimpíadas, quero ganhar uma medalha de ouro também. Lembro-me do Joaquim Cruz, quando foi campeão olímpico. Ele estava correndo, lembro que saí de casa e comecei a gritar “Joaquim Cruz” e corri na rua também. Mas quando fui campeão olímpico em 2004, peguei uma bandeira e corri pelo ginásio. Eu pensei que estava em uma pista de corrida. Eu corri como um louco. Eu nunca corri tanto na minha vida. E nosso sonho naquela época era uma medalha de ouro, era tê-la. Já acreditávamos em nossas mentes que era impossível as coisas darem errado. E, de fato, o jogo contra a Itália foi 3 a 2 , foi um jogo muito difícil e conseguimos vencer. Pensávamos que aquele jogo era o fim, mas era um jogo eliminatório. Saímos xingando os italianos, queríamos lutar contra eles. Além de tê-los vencido com a bola, queríamos enfrentá-los fora das quadras, no vestiário. Em Londres, é algo que ainda hoje não sei explicar, estar a duas bolas da vitória, mas não conseguir fazer os dois pontos, a medalha de ouro, e acabar com a Rússia a dar a volta. Nunca vi e nem quero. Tenho três medalhas olímpicas em casa, uma de ouro e duas de prata. Eu sei o quanto eles significam para mim, para minha vida, para minha carreira, mas não me vejo como um herói olímpico. Se vejo alguma imagem, principalmente dos Jogos Olímpicos de Atenas, acho que não sou eu jogando lá, porque é tudo como um sonho, com tanta emoção sendo campeão olímpico e competindo nas Olimpíadas.

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